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Estudo "Consumo Problemático de Canábis"

Estudo "Consumo Problemático de Canábis"


26/01/2026 - Atualizada

Foi publicado no site ICAD, um estudo que analisa o Consumo Problemático de Canábis, e que tem como objetivo expor os dados recolhidos em inquéritos epidemiológicos desenvolvidos em Portugal quanto a dois indicadores: frequência de consumo diário num dado período temporal, últimos 12 meses ou últimos 30 dias, e dependência de canábis.

 

Neste documento, elaborado pela investigadora Ludmila Carapinha da Unidade de Estatística e Investigação, a informação assenta numa recolha documental dos dados publicados dos inquéritos epidemiológicos nacionais realizados periodicamente, sobre o consumo de substâncias psicoativas em Portugal, complementada com pesquisa ad hoc, nas respetivas bases de dados, quanto a informação não publicada.

 

O estudo pretende contribuir para responder a questões como: qual  a extensão do consumo problemático de canábis e como varia em função do sexo atribuído à nascença e/ou com o grupo etário, região, em populações específicas; como tem evoluído a prevalência do consumo problemático; qual o grau de cobertura do sistema de tratamento público quanto à dependência de canábis e sua evolução e como esta cobertura varia com o sexo atribuído à nascença e/ou com o grupo etário.

 

A canábis é a substância ilícita mais consumida em Portugal, com uma prevalência de consumo recente (últimos 12 meses) de 2% na população residente de 15-74 anos, isto é, 179 856 pessoas.

 

Entre as ideias para reflexão, quanto à necessidade de respostas especializadas, que este estudo deixa, estão: “é entre os mais jovens que percentualmente é mais comum um consumo mais frequente de canábis, com destaque para a população de 18 anos e de estudantes universitários; não sendo nesta população que o consumo problemático é mais elevado, há evidência de um consumo problemático de canábis, em particular de risco moderado/elevado, nos alunos de 13-18 anos; há subpopulações, como as inquiridas em meio prisional e tutelar educativo, que se destacam pelos padrões de consumo mais problemáticos; e as regiões de Lisboa e do Alentejo destacam-se por, percentualmente, apresentarem uma maior população com padrão de consumo de dependência.”  

 

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