Estudo "Consumo Problemático de Canábis"
Foi publicado no site ICAD, um estudo que analisa o Consumo Problemático de Canábis, e que tem como objetivo expor os dados recolhidos em inquéritos epidemiológicos desenvolvidos em Portugal quanto a dois indicadores: frequência de consumo diário num dado período temporal, últimos 12 meses ou últimos 30 dias, e dependência de canábis.
Neste documento, elaborado pela investigadora Ludmila
Carapinha da Unidade de Estatística e Investigação, a informação assenta numa
recolha documental dos dados publicados dos inquéritos epidemiológicos
nacionais realizados periodicamente, sobre o consumo de substâncias psicoativas
em Portugal, complementada com pesquisa ad hoc, nas respetivas bases de
dados, quanto a informação não publicada.
O estudo pretende contribuir para responder a questões como:
qual a extensão do consumo problemático de canábis e como varia em função
do sexo atribuído à nascença e/ou com o grupo etário, região, em populações
específicas; como tem evoluído a prevalência do consumo problemático; qual o
grau de cobertura do sistema de tratamento público quanto à dependência de
canábis e sua evolução e como esta cobertura varia com o sexo atribuído à
nascença e/ou com o grupo etário.
A canábis é a substância ilícita mais consumida em Portugal,
com uma prevalência de consumo recente (últimos 12 meses) de 2% na população
residente de 15-74 anos, isto é, 179 856 pessoas.
Entre as ideias para reflexão, quanto à necessidade de
respostas especializadas, que este estudo deixa, estão: “é entre os mais jovens
que percentualmente é mais comum um consumo mais frequente de canábis, com
destaque para a população de 18 anos e de estudantes universitários; não sendo
nesta população que o consumo problemático é mais elevado, há evidência de um
consumo problemático de canábis, em particular de risco moderado/elevado, nos
alunos de 13-18 anos; há subpopulações, como as inquiridas em meio prisional e
tutelar educativo, que se destacam pelos padrões de consumo mais problemáticos;
e as regiões de Lisboa e do Alentejo destacam-se por, percentualmente,
apresentarem uma maior população com padrão de consumo de dependência.”