Não aprovou cookies click em:
Novo estudo caracteriza perfil das pessoas que usam drogas nos projetos de RRMD do CRI Porto Ocidental

Novo estudo caracteriza perfil das pessoas que usam drogas nos projetos de RRMD do CRI Porto Ocidental


01/04/2026 - Atualizada

Foi divulgado o estudo “Dar Voz ao Território Psicotrópico: Estudo deCaracterização das Pessoas que Usam Drogas nos Projetos de RRMD do CRI PortoOcidental”, sobre as pessoas acompanhadas pelas respostas de Redução de Riscos e Minimização de Danos (RRMD) no território mencionado.

 

Realizado com dados recolhidos entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024 e analisados em 2025, o estudo envolveu 508 participantes, maioritariamente homens, de nacionalidade portuguesa, com uma idade média de 50,8 anos. Os resultados mostram percursos longos de consumo e acumulação de fragilidades sociais, mudanças nas práticas de consumo, com a injeção a ser substituída por formas fumadas de heroína e cocaína, consumos concentrados em pequenos grupos, sobretudo em contextos de maior exclusão social e relação irregular com os cuidados de saúde, marcada por avanços e ruturas.

 

No prefácio, a presidente do Conselho Diretivo do ICAD, I.P., Joana Teixeira, destaca que a evidencia disponível sobre estes segmentos populacionais continua limitada, devido, em grande medida, à dificuldade de alcançar grupos marginalizados através dos tradicionais instrumentos epidemiológicos de base populacional e, por isso, estudos como este são de grande utilidade para a definição de estratégias e de prioridade. Sublinha, ainda, que os desafios emergentes que a intervenção em RRMD enfrenta perante o progressivo envelhecimento das pessoas que usam drogas, exigem adaptações programáticas e modelos de cuidado compatíveis com perfis clínicos e sociais cada vez mais complexos.

 

Com base nas conclusões, o estudo identifica várias prioridades de intervenção, incluindo o reforço das respostas de RRMD, a melhoria do acesso e continuidade de cuidados, com foco nos territórios mais vulneráveis. Intervenção de proximidade nos consumos de rua e a prevenção de riscos associados a práticas sexuais de troca, assim como  o desenvolvimento ou reforço de dispositivos adequados ao envelhecimento e às comorbilidades.  

 
Voltar à lista de notícias